O preço do petróleo no mercado internacional voltou a subir nos últimos dias e ultrapassou a marca de US$ 105 o barril do tipo Brent, referência mundial para definição dos valores dos combustíveis. A alta ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e ao risco de bloqueio do Estreito de Ormuz, região estratégica por onde passa grande parte do petróleo transportado no mundo.
De acordo com informações divulgadas por agências internacionais, o aumento no valor do barril está relacionado à instabilidade na região do Golfo Pérsico, após conflitos militares recentes envolvendo o Irã e aliados dos Estados Unidos. O temor do mercado é de que a circulação de navios petroleiros seja prejudicada, o que reduziria a oferta global e elevaria ainda mais os preços.
O Estreito de Ormuz é considerado uma das rotas mais importantes do planeta para o transporte de petróleo, sendo responsável por aproximadamente um quinto de todo o comércio marítimo mundial do produto. Qualquer ameaça de interrupção no local provoca impacto imediato nos preços internacionais.
Mesmo sendo produtor de petróleo, o Brasil também pode ser afetado. Isso ocorre porque os combustíveis vendidos no país seguem, em grande parte, a variação do mercado internacional. Quando o petróleo sobe por um período prolongado, a tendência é de aumento na gasolina, no diesel e no gás de cozinha.
O impacto costuma ser sentido primeiro no diesel, que influencia diretamente o custo do transporte rodoviário. No Rio Grande do Sul, onde a economia depende fortemente da agricultura e do transporte de cargas, qualquer aumento no combustível pode refletir no frete, no custo da produção rural e no preço final dos alimentos.
Especialistas apontam que, caso o barril continue acima dos US$ 100, podem ocorrer reajustes nas refinarias nas próximas semanas, dependendo do comportamento do mercado internacional e das decisões da Petrobras.
Até o momento, não há anúncio oficial de aumento imediato no Brasil, mas o setor de energia acompanha a situação com atenção, pois a continuidade do conflito no Oriente Médio pode manter os preços elevados por mais tempo.
Fonte: Informações baseadas em agências internacionais de notícias e mercado de energia.
Cidade Em Alta
Rádio Popular FM 107.9
Repórter Adeildo Bueno


